domingo, 20 de abril de 2008

observações durante a inércia coletiva (parte l)

A constatação de uma suspeita antiga minha... é triste...

...talvez essas horas no ônibus não façam bem para mim. São meio q um estudo de sociologia com sonecas pensativas. E lógico q estudar a sociedade significa desespero.

Um acidente automotivo, nenhuma novidade (frio não, realista), carros batidos, vitimas, o ônibus no qual estou contido está a poucos segundos de passar ao lado do "evento", olhos atentos, não piscam, não piscam msm, bocas secas, ainda não piscaram...

...chega o tão esperado (pela maioria), infeliz hora em q ao invés de olhar pro acidente olho para os demais passageiros... olhos... olhos q não piscaram... mas a algo estranho neles.. seria alegria??? Euforia... sim... tentam disfarçar... mas é isso.. alegria em ver um acidente, alegria por ver desgraça, como se sempre ao pegaram tal conduçaõ coletiva esperassem por isso, agora seus olhos satisfeitos piscam, a maioria disfarça, mas escuto vozes agitadas, entusiasmadas...

Com isso talvez entenda um pouco melhor Roma, com seus shows de mortes do "Pão e Circo", segundo o professor de história o fato das pessoas gritarem animadas enquanto alguém era morto em suas arenas era o fato de q eram encenadas as vitórias romanas... mas depois desse dia de observação coletiva, discordo.

Não achei imagem para esse post... não consegui imaginar uma figura para tamanho desprezo por nós humanos.

Hélio Sato
sociólogo de ônibus

6 comentários:

Unknown disse...

uuuuuh! eu concordo e ainda completo!

Unknown disse...

Completando: Ma..mo..Na

Ana Paula de Andrade Torrica disse...

olá, querido!!!
trabalhando e muito!!!!
e você? muito estudo, né?
obrigada por visitar meu blog. penso muito nas pessoas que, como você, não tem muita experiência com facas e panelas na hora de postar receitas.
beijãozão!

Unknown disse...

que coisa mais desatualizada! francamente...
hehehehehe
=P

Josy Marmello disse...

Hélião! Que olhos lindos!

RAFAEL FALCÃO disse...

Enquanto sociólogos dos ônibus podemos perceber as tristes condições humanas em um universo microssocial.